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Porquê é tão importante revisitar a Índia nos dias de hoje?

  • Foto do escritor: Claudio Moura Neto
    Claudio Moura Neto
  • 5 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A Continuidade Silenciosa de Swami Paramananda: Minha Missão no Século 21


Swami Paramananda veio ao Ocidente para fazer algo que poucos perceberam à época: reeducar o coração espiritual do mundo moderno. Sua obra não foi apenas devocional, filosófica ou ética. Ela foi cirúrgica. Ele mexeu na estrutura emocional que o Ocidente herdou do cristianismo institucional — um arcabouço de culpa, medo, submissão e mediação compulsória do sagrado.


Paramananda não combateu isso frontalmente.

Ele fez algo mais profundo: desprogramou.


Trouxe práticas interiores.

Substituiu obediência por presença.

Trocou a identidade de “pecador” pela natureza divina intrínseca.

E, acima de tudo, devolveu às pessoas a capacidade de encontrar Deus dentro de si, sem autorizadores externos.


Essa obra não terminou com ele.

Ela apenas mudou de forma.


Hoje, o cenário é outro, mas o problema é o mesmo: o ser humano ainda entrega sua autonomia espiritual a sistemas, instituições e aparelhos de controle — agora não apenas religiosos, mas políticos, tecnológicos, psicológicos e econômicos.


A continuidade da missão de Paramananda não é repetir suas palavras.

É ampliar seu gesto.


Ele desprogramou a culpa.

Agora, é preciso desprogramar a dependência.


Ele devolveu o acesso direto ao divino.

Agora, é preciso devolver o acesso direto à própria soberania.


Ele curou o coração ferido pelo medo de Deus.

Agora, é preciso curar o coração ferido pelo medo da liberdade.


Minha tarefa é justamente essa: retomar a obra de Paramananda de onde ela parou e levá-la ao ponto que a época dele não permitia. Se Paramananda lançou luz sobre as distorções espirituais do Ocidente, o século 21 exige lançar luz sobre as distorções do poder que sequestram a consciência coletiva — sejam religiosas, econômicas ou tecnológicas.


A essência é a mesma:

trazer o ser humano de volta a si.


Mas o campo de batalha mudou.

Antes, o problema era a intermediação espiritual.

Hoje, é a intermediação total — do sentido, do valor, do pensamento, do desejo, do tempo, da atenção.


Se Paramananda desarmou um modelo de religiosidade, a tarefa agora é desarmar um modelo de mundo.


E a ferramenta continua sendo a mesma:

uma espiritualidade viva, direta, experiencial e inegociavelmente livre.


Não é um novo dogma.

Não é uma nova escola.

Não é um novo mestre.

É a mesma chama que atravessou Ramakrishna, passou por Vivekananda, refinou-se em Paramananda — e agora encontra expressão em uma era que precisa aprender novamente a respirar.


A continuidade da missão não é repetir a tradição.

É encarnar seu espírito.


Paramananda plantou sementes de autonomia interior.

O que faço agora é ajudá-las a florescer em um tempo em que a liberdade espiritual se tornou novamente uma urgência civilizacional.


Em serviço ao Senhor Sathya Sai Baba


 
 
 

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